quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ilegal está ai..


Imagens raras - Enchente no Rio de Janeiro 1966 (imagens brutas)

Mão de Deus e o Dedo do Homem, são as causas dos transtornos do Bairro do Humaitá.


Em 2008 a associação de Moradores do Humaitá já alertava para os problemas das ocupações nas encostas do bairro, as Autoridades tinha o conhecimento do risco de desmoronamento e suas conseqüências.

                                      Veja a denuncia de 2008 

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Fiscalização na Floresta da Tijuca

Fiscais do Ibama e da CPI da Desordem Urbana fazem vistoria para fiscalizar ocupação irregular em áreas de proteção ambiental na Floresta da Tijuca.
Fiscais do Ibama e da CPI da Desordem Urbana fizeram, esta manhã, uma vistoria nos bairros do Humaitá e no Cosme Velho para fiscalizar construções irregulares em áreas de proteção ambiental.
Durante a inspeção, foi constatado que condomínios de alto luxo e o crescimento das favelas ameaçam as áreas em volta do Parque Nacional da Tijuca.
Os fiscais foram identificar e saber se os limites da área de proteção ambiental do Parque Nacional da Tijuca estão sendo respeitados. Representantes das associações de moradores do Cosme Velho, Laranjeiras e Humaitá acompanharam a vistoria dos integrantes do Ibama e da CPI.
As construções crescem dentro do parque e também em torno da área de preservação. Os danos provocados por construções muito perto de áreas de proteção ambiental são visíveis. A equipe de reportagem flagrou um rio cheio de terra jogada por uma construção vizinha.
“Nós vamos notificar o proprietário para que apresente a licença do município ou a licença de um órgão ambiental competente porque essa obra nos parece irregular, uma vez que a lei federal não permite construção em uma faixa de 30 metros do leito do rio”, afirma o diretor do Parque Nacional da Tijuca, Ricardo Calmon.
O RJTV já mostrou a favelização no Parque Nacional da Tijuca. Foi possível ver casas que foram construídas no meio da floresta. De acordo com o Ministério Público, pelo menos 13 comunidades crescem em ritmo acelerado no local. A preocupação da promotoria do Meio Ambiente é que se esse crescimento não for contido, elas podem se encontrar, formando uma grande favela.
Em outubro do ano passado, o MP entrou com uma ação contra a prefeitura do Rio exigindo a demolição de construções irregulares no Parque da Tijuca. A promotoria pediu que a prefeitura reassentasse as famílias e demolisse as casas em construção. Além da destruição do patrimônio ambiental, a favelização aparece entre as cinco principais reclamações dos moradores. Durante nove meses, a CPI da Câmara de Vereadores apurou 428 denúncias, visitou 28 bairros de diferentes regiões e ouviu em depoimento 60 pessoas, entre comerciantes, moradores e secretarias ligadas à prefeitura.
“Não importa que seja ocupação e invasão de ricos ou pobres. Todos são lesivos ao futuro da nossa cidade”, aponta a vereadora e presidente CPI Desordem Urbana, Aspásia Camargo.
Sobre a determinação do Ministério Público de demolir as casas construídas irregularmente no Parque da Tijuca e reassentar as famílias, a procuradoria geral do município afirmou que não vai se pronunciar porque o caso ainda está na Justiça.

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