Volta as ruas para mobilizar a sociedade contra a cobrança da COSIP(Taxa de Iluminação Publica), como aconteceu em 2008 com o Boicote ao IPTU.
Representantes
das associações de moradores do Leblon, Humaitá e Leme, do Movimento Marcha
Cibernética pela Decência e do Rio Cidade Legal, além da Fecomércio reuniram-se
nesta sexta-feira, dia 28 de maio, para discutir estratégias comuns de combate
à Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), também
conhecida como nova taxa de luz| População reclama que falta luz mas cobra Cosip |
| Moradores de São Cristóvão, Zona Norte, reclamam da falta de iluminação no bairro, e da cobrança da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (Cosip). |
Audiência pública discutirá estratégias contra a Taxa de Luz |
|
|
| Objetivo é mobilizar a população contra o novo imposto |
| Ficou acertado que algumas ações serão levadas adiante. Entre elas
estão a convocação de uma audiência pública na Câmara dos Vereadores,
no dia 8 de junho, para discutir o Projeto de Lei Nº 593/2010, de
autoria do vereador Paulo Messina, que altera o que foi aprovado
anteriormente e separa a cobrança da Cosip da conta de luz comum. De
semelhante modo a Fecomercio manterá a ação judicial que impetrou
contra a cobrança, com o apoio do grupo. Também será lançada uma campanha contra a cobrança. Um hotsite será constantemente alimentado mostrando as falhas da Rio Luz e da Light em promover um bom serviço ao cidadão e, ao mesmo tempo, estratégias de mobilização serão propostas e discutidas por esta ferramenta. Embate sobre a taxa de luz começou em dezembro O impasse sobre a polêmica Cosip começou em 17 de dezembro, quando a juíza Georgia Vasconcellos da Cruz, da 7ª Vara de Fazenda Pública, cancelou a sessão da Câmara dos Vereadores que aprovou a taxa. A decisão se baseou na quebra do Regimento Interno da Câmara no dia em que foi votado o projeto. A Procuradoria-Geral da Prefeitura do Rio recorreu e cassou a liminar. Desde então, foram várias as idas e vindas na Justiça, com desembargadores derrubando a liminar em uma hora e a mantendo em outra. A Cosip já é uma realidade em todas as grandes cidades do país. Segundo a RioLuz a estimativa é que a Prefeitura do Rio vá reforçar seu cofre com uma arrecadação entre R$ 120 milhões e R$ 158 milhões ao ano com o recolhimento da nova taxa. A Light, não divulgou o número de contribuintes existentes em cada faixa de consumo. No entanto, o vereador Paulo Messina (PV), quer desvincular a cobrança da conta de luz de cada consumidor. Desta forma, uma possível inadimplência faria com que a contribuição, na prática, deixasse de funcionar. "Se a cobrança está na conta de luz, o consumidor terá a energia cortada caso não faça o pagamento. Portanto, se nós conseguirmos separar essa taxa da conta de luz, matamos o projeto", disse o vereador, que ainda completou: "Em Maceió, esse mesmo tipo de encargo foi considerado uma coação pela Justiça". O vereador argumenta ainda que não foi apresentado planejamento algum para o investimento dos R$ 120 milhões - verba estimada pelo autor do projeto, o vereador Luis Carlos Ramos (sem partido), e que seria direcionado para os cofres da Rioluz - na iluminação pública da cidade. De acordo com Messina, o orçamento da empresa em 2009 girou em torno de R$ 50 milhões, porém aproximadamente R$ 40 milhões não foram usados. "Se eles não gastam todo o orçamento e a iluminação pública continua deficiente, por que taxar ainda mais o consumidor? O que eles farão com R$ 120 milhões? Eles utilizam um motivo teoricamente plausível [os problemas na iluminação pública] para arrecadar mais dinheiro. Porém, não há garantia alguma de que essa verba realmente será investida", declarou. Desperdício deixa a cidade às escuras As reclamações de cidadãos comuns aos meios de comunicação são constantes, sempre demonstrando o desperdício de energia na iluminação pública. São comuns postes que ficam acesos durante o dia inteiro e são apagados à noite, como também é corriqueira a falta de iluminação em ruas e regiões inteiras da cidade. Isso sem contar os apagões, que em 2009 foram quase uma rotina na vida do carioca. A Agência Estado publicou estudo mostrando que "nos últimos dez anos, o consumidor brasileiro desembolsou quase R$ 5 bilhões na conta de luz para bancar projetos de eficiência energética e de soluções para melhorar a operação do sistema elétrico nacional. Até agora, no entanto, os resultados são questionáveis. O País continua desperdiçando cerca de R$ 16 bilhões por ano de energia elétrica – equivalente ao investimento total para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Além disso, nos últimos anos, a qualidade da energia entregue aos consumidores tem piorado consideravelmente em algumas distribuidoras." A astrônomica cifra, segunda a Agência Estado é assim distribuída: "dos R$ 16 bilhões de eletricidade desperdiçada, R$ 7,3 bilhões referem-se a furtos, fraudes e erros de medição. Só neste caso a quantidade de energia perdida, de 23 mil MWh, poderia abastecer por um ano 19 milhões de residências com consumo médio de 100 kWh por mês. Os outros R$ 8,7 bilhões referem-se a perdas ocorridas durante a transmissão da energia, da usina até o consumidor final." Ou seja, a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), que é uma realidade em todo o país, não contribui em um real sequer para a melhoria dos serviços, mas cai numa vala comum de desperdício dos recursos dos contribuintes, o que é cada vez mais comum no país. Veja abaixo a lista dos Vereadores que aprovaram na calada da noite a Taxa de Luz ( COSIP) A população mostrava-se contrária mesmo antes da votação. “Eu já acho que a população paga imposto demais”, diz uma carioca. “Sou contra a taxa ser incluída na conta da nossa residência”, comenta um homem. “Somos aposentados, ganhamos pouco e ainda vamos pagar mais taxa?”, reclama um senhor. |
O MOVIMENTO RIO CIDADE LEGAL tem por único objetivo, a proteção do cidadão carioca na incessante luta contra os administradores e políticos que, efetivamente, não tem compromisso com o povo.
Impostômetro vai marcar R$ 500 bi 22 dias mais cedo
O Impostômetro, painel que mostra quanto os brasileiros pagam em
tributos desde 1º de janeiro, marcará na manhã de hoje(02/06/2010), por volta das
10h30, R$ 500 bilhões.
Em 2009, esse valor foi alcançado 22 dias mais tarde, em 24 de junho. Já em 2008, a marca foi atingida em 25 de junho. A soma é calculada pela Associação Comercial de São Paulo
(ACSP) em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário (IBPT). A previsão para este ano é que o Brasil registre um novo
recorde de arrecadação de impostos, de R$ 1,09 trilhão no ano passado
para a marca de aproximadamente R$ 1,2 trilhão.





Nenhum comentário:
Postar um comentário