Na Ilha Grande, a ocupação irregular era superior 64%. E o poder púbico sabia de tudo.
Recordar,dizem, é viver. Então para se entender melhor o que se passou na Ilha Grande e em Angra dos Reis, vale ler as duas matérias abaixo. A primeira, do repórter Túlio Affalo Brandão, de o Globo, de março de 2006, que mostra a favelização do local. E mais: revela que 64% das construções no local são irregulares. Passados quatro anos, a tragédia. Na sua narrativa, o repórter diz que a favelização é admitida pelo poder público. Na outra matéria, de autoria da Assessoria de Comunicação Social da Ministério do Turismo, há uma grande comemoração envolvendo o ministério, o presidente do PT no Rio, deputado Luiz Sérgio, e outras autoridades sobre o incremento do turismo em Angra dos Reis. Nem uma linha sobre a desordem urbana, também inimiga do turismo e da vida. Esta é de outubro de 2009, há meses da catástofre.

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