O Número de mortos por deslizamentos em Angra chega a 46
Número de mortos já ultrapassa o registrado em 2002
O número de mortos por causa de deslizamentos de terra no município de Angra dos Reis (RJ) na madrugada da sexta-feira chegou a 46 segundo informações da Defesa Civil na noite de domingo.
Os desabamentos atingiram uma favela no centro de Angra, que agora já registra 17 mortes, e também uma praia da Ilha Grande (parte do município de Angra), com 29 mortes, onde ficavam uma pousada e várias casas.
Neste domingo, em entrevista coletiva, o prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão, informou que pediu o desligamento das usinas de energia nuclear Angra 1 e 2, pois a rodovia Rio-Santos, próxima ao local dos deslizamentos, está parcialmente interditada devido a fissuras e rachaduras, e isto poderia prejudicar a retirada dos moradores da cidade caso ocorra um acidente na usina.
De acordo com o prefeito não há nenhum problema operacional ou de vazamento na usina, ele pediu o desligamento apenas "por precaução". "Chega de correr riscos. Temos que evitar problemas futuros", disse.
A companhia estatal que gerencia as usinas Angra 1 e 2 informou que as duas estão funcionando normalmente apesar das inundações.
A Prefeitura de Angra dos Reis também decretou estado de calamidade pública e luto oficial por três dias.
Em todo o Estado do Rio de Janeiro, o número de mortos pelos desabamentos provocados pelas chuvas dos últimos dias já chega a 68.
A Defesa Civil, Marinha, Polícia Militar e Instituto Estadual do Ambiente estão envolvidos na buscas, que devem continuar por tempo indeterminado para tentar localizar outros desaparecidos. Além disso, oito cães farejadores e quatro retroescavadeiras também participam das operações.
O número de mortos nos deslizamentos ocorridos na madrugada de sexta-feira ultrapassou o número registrado em 2002, quando pelo menos 35 pessoas morreram depois de um temporal de mais de dez horas atingir Angra dos Reis.
O prefeito Tuca Jordão (PMDB) ainda afirmou que entre 15 e 20 pontos do município ainda são considerados áreas de risco, que ainda podem sofrer mais deslizamentos, e pediu que os moradores destas áreas abandonem o local.
O prefeito de Angra dos Reis também afirmou que pediu auxílio do programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida, para os desabrigados e outros moradores de áreas de risco da cidade.
Tragédia de 2002
Em 9 de dezembro de 2002, ocorreu em Angra dos Reis o maior desastre natural já registrado no município até 2009 Choveu 323mm³ em seis horas ininterruptas, o equivalente a quantidade de chuva de três meses. O local mais atingido foi a Grande Japuíba, principalmente o bairro do Areal, onde ocorreu uma tromba d’água, localizada no cume de uma encosta de mata virgem. Este grande volume de água sobre essa região ocasionou uma avalanche com deslocamento de grandes blocos de rocha de mais ou menos 20 toneladas, entre árvores imensas, etc. Arrastando tudo o que estava na frente. Foram destruídas mais de 70 casas no bairro citado. Essas fotos, são apenas uma pequena forma de mostrar a vocês internautas as conseqüências deste terrível incidente. Foram momentos de muita dor, bravura, aprendizado, empenho e muito mais.
40 vítimas fatais;
mais de 100 feridos;
mais de 2000 pessoas desalojadas;
mais de 500 desabrigados;
670 residências interditadas;
11 escolas municipais foram utilizadas como abrigo;


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