terça-feira, 27 de julho de 2010

Justiça derruba taxa de iluminação, mas cariocas ainda terão que pagá-la

 Ordem do presidente do Tribunal mantém a cobrança até a decisão final

Fonte:Jornal ODia  


Rio - Uma nova decisão da Justiça confirmou que a criação da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), em dezembro de 2009, ocorreu em duas sessões nulas da Câmara Municipal do Rio. Mesmo assim, o carioca ainda vai continuar pagando a taxa na conta da Light. 

Graças a um recurso do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Luiz Zveiter, as decisões liminares não serão aplicadas até que o assunto tenha sentença definitiva, em Brasília. Para Zveiter, a suspensão traria “risco de prejuízo a todo o custeio da iluminação pública da cidade do Rio”.Quarta-feira, a 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça concluiu que as sessões foram nulas por não terem sido divulgadas, conforme manda o regulamento da Câmara. Outra ação na Justiça, de autoria da Fecomércio RJ, está parada à espera de julgamento. Este processo pede que a lei que cria a taxa de iluminação pública seja considerada inconstitucional. 

Para o autor da ação que pede a suspensão das sessões de vereadores, a lei é constitucional, mas não foi aprovada democraticamente. “Acho que a prefeitura pode cobrar desde que a lei tenha participação da população. Eles não deram tempo para a população se manifestar e impuseram um tributo”, explica Victor Travancas, advogado especialista em Direito Constitucional. 

O advogado discorda do entendimento de Zveiter e entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça para cancelar seus efeitos: “O prejuízo da prefeitura será muito maior se, no fim do processo, perder a ação. Vai ter que devolver a cada um dos consumidores o valor pago em dobro”. 

Travancas sugere que consumidores guardem contas com a cobrança da taxa. Após o julgamento do mérito, se a Cosip for cancelada, será possível cobrar o ressarcimento. A Cosip é cobrada desde maio, na conta de luz. O valor varia conforme o consumo de energia.

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